Tia mata bebê sufocada
Assassina ficou descontrolada porque a criança não parava de chorar e a asfixiou com uma manta
Da Redação
Uma bebê de apenas quatro meses de idade foi morta por asfixia pela própria tia, Ediana Santana Tavares, de 38 anos, que sufocou a vítima com uma manta cor-de-rosa. O crime ocorreu no interior da casa da família, no Conjunto Antônio Gueiros, no Tapanã, em Belém, no início da tarde da última segunda-feira. A mãe da criança, Valentina Santos Tavares, de 22 anos, saiu e deixou a filha aos cuidados da irmã Ediana, como de costume. A primeira versão apresentada pelas duas irmãs à polícia era de que a criança teria se sufocado com vômito. As duas seriam autuadas por abandono de incapaz, quando Ediana decidiu confessar o homicídio. "O satanás tomou conta de mim", justificou a assassina, na Seccional de Icoaraci, admitindo que ficou descontrolada porque não suportava mais ouvir a criança chorar e a sufocou com a manta.
O delegado Renato Barata, da seccional, estranhou que a morte ocorreu no início da tarde, mas o fato só foi comunicado à polícia à meia-noite. "Chamou a atenção o lapso de tempo para registrar a ocorrência. Ninguém chamou a ambulância ou a polícia, ninguém levou a criança ao hospital", disse ele, que conseguiu elucidar o crime no mesmo dia. A primeira versão apresentada em depoimento por Valentina foi de que ela costumava sair para fazer programas e deixar a filha aos cuidados da irmã, que tem outras duas filhas com idades de um ano e meio e de quatro meses. Na casa também reside o marido de Ediana, Sandro.
No dia em que a criança morreu, Valentina disse que amamentou a bebê e saiu para fazer programas. Ela relatou na seccional que só soube da morte da filha quando voltou pra casa, por volta das 22 horas. Ediana, disse ela, havia lhe contado que a neném teria se sufocado com o próprio vômito, quando estava no quarto. Ediana e Valentina prestaram depoimento durante a madrugada, quando negaram que tivessem provocado a morte da bebê. Pela manhã, o delegado foi apurar o caso na rua em que a família reside e encontrou várias contradições nos depoimentos das mulheres. Vizinhos relataram que a criança costumava chorar alto com frequência, porém, os vizinhos não suspeitaram de maus-tratos, mas apenas de que a criança sentia falta da mãe, que se ausentava com frequência para trabalhar.
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