WALQUER CARNEIRO
A Umesde – União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Dom Eliseu iniciou um movimento na última semana de outubro para o lançamento da Carteira de Estudante para alunos das escolas do município. As carteiras serão fornecidas gratuitamente para todos os estudantes matriculados e que freqüentam regularmente uma escola de Dom Eliseu, seja ele privada ou pública, e para isso os diretores da Umesde iniciaram uma jornada de visitas às escolas para divulgar o início da emissão das carteiras de estudantes.
Porém a iniciativa não foi bem aceita pelo secretário municipal de educação, Roque Rodrigues Filho, pois segundo ele a diretoria da Umesde estaria entrando nas escolas sem a devida autorização da gestão municipal de educação no município, e de acordo com ele apesar da entidade ser legalmente constituída houve uma quebra de hierarquia.
Para Charles Wachtel, presidente da Umesde, os membros da entidade que visitaram algumas escolas não cometeram nenhuma ilegalidade. “Nós tentamos por três vezes uma audiência com o secretário de educação, mas não conseguimos falar com ele”, justificou Charles acrescentando que nas escolas que a entidade visitou o acesso foi permitido pela direção do estabelecimento de ensino.
Porém o secretário Roque afirmou que tinha conhecimento da existência da entidade estudantil, e que, em diversas ocasiões anteriores, travou diálogos com membros da Umesde, todavia em nenhum momento anterior as visitas às escolas ele foi procurado pela diretoria da Umesde, e que somente quando a diretora de uma escola ligou para ele para confirmar se a entidade era legal ou não ele ficou sabendo da ação da entidade estudantil. “De maneira nenhuma eu fui procurado para ser comunicado que eles iriam visitar as escolas, e eu lamento pelo que estão fazendo alguns membros desta diretoria”, disse o secretário lembrando que se a entidade estudantil quer mesmo organizar a classe tem que ser pela via legal em harmonia com o gestor da educação.
Do ponto de vista do assessor jurídico da Umesde, Khalil Faria, o que está acontecendo é uma forma de retaliação por a entidade estar recebendo o apoio do Instituto Gaston, cujo presidente é um adversário político do atual prefeito. “Nós estamos recebendo o apoio do instituto, pois precisamos de recursos para confeccionar a carteira, e é evidente que o estudante não tem dinheiro para pagar, e essa foi a forma de conseguir que o estudante tenha a carteira de forma gratuita”, explicou Khalil.
O secretário Roque ponderou que como representante dos estudantes a Umesde deveria ser autônoma e sem vínculos que a prenda de qualquer forma, e que possa vir a atrapalhar o bom andamento das atividades, porque a educação tem condições de se organizar de forma independente. “Se existe uma diretoria voltada com o objetivo de representar a classe estudantil ela tem que ter um comportamento diferente, e não precisa estar atrelada a um instituto”, disse o secretário.
A carteira do estudante é uma garantia constitucional com base no Projeto de Lei nº 1604/2007, que permite a identificação estudantil oficial e garante a meia entrada em shows, festas e eventos culturais e artísticos em geral, e a intenção da Umesde é que os estudantes possam utilizar o documento para assistirem aos shows que serão realizados na Exposição Agropecuária de Dom Eliseu.

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